ÍNDICE

INTRODUÇÃO À VERSÃO PORTUGUESA.................. 9

PREFÁCIO DA VERSÃO PORTUGUESA..................... 13

PREFÁCIO DA VERSÃO INGLESA.............................. 15

INTRODUÇÃO............................................................... 17

Capítulo 1 •

A DOUTRINA UNITARIA E O CRISTIANISMO.............. 21

Capítulo 2 ,

JESUS NUMA PERSPECTIVA HISTORICA.................. 29

Capítulo 3 ,

O EVANGELHO DE BARNABE..................................... 49

Capítulo 4

O PASTOR DE HERMAS............................................... 55

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Em Nome de Deus, Clemente e Misericordioso

INTRODUÇÃO À VERSÃO PORTUGUESA
Louvado seja Deus, Senhor dos Mundos !
Graças a Deus, a Editora "AI Furqán" agora a lume o segundo de uma colecção de livros de Religião comparada 1 , que visam escla­ recer o público de língua portuguesa sobre aspectos essenciais do Islão.
O objectivo principal do livro de Muhammad Àta Ur-Rahim, Jesus, um Profeta do Islão, é o de apresentar a posição Islâmica a respeito de Jesus, a paz esteja com ele, um dos mais favorecidos Profetas que Deus
enviou como guia para as ovelhas perdidas da Casa de Israel.

Virá a propósito transcrever aqui alguns trechos mais significativos da resposta que a "Al Furqán" teve oportunidade de enviar ao referido diário:

«Se o Islão "já é a segunda Religião da França" (e é já também considerada assim nos EUA e no Reino Unido, onde todos os dias conversões ao Islão), não é por meio de invasão, de agressão, de coerção. É de livre e expontânea vontade de cidadãos naturais da Europa que, cada vez mais, chegam à conclusão de que as actuais Escrituras Cristãs foram extensamente adulteradas no passado e, por consequência, não oferecem nenhuma orientação segura àqueles que nelas buscam desesperadamente um caminho para a Salvação. Contrariamente à Bíblia, o Alcorão manteve-se igual a si próprio, desde o primeiro instante em que foi revelado, catorze séculos, e permite restaurar os Princípios Universais contidos nos Evangelhos originais e em todas as Escrituras Sagradas, restituindo a essas Escrituras a sua verdadeira dimensão Espiritual, libertando-as de toda a contraditória intervenção humana acumulada ao longo dos séculos, e constitui, portanto, um eficaz instrumento de combate contra a crescente desordem do Mundo Moderno. Por outras palavras, esses

cidadãos Europeus que se convertem ao Islão, concluem que é através

terem melhor conhecimento da Verdade sobre Jesus, que a paz esteja com ele.
A terminar, queremos deixar aqui expressos os nossos sincerosagradecimentos à Senhora Dona Isabel Novais Rodrigues, pela significativa contribuição que nos deu na feitura deste livro.

Lisboa, Fevereiro de 1995 I Ramadão de 1415 (Hégira) M Yiossuf Mohamed Adamgy

e

Muhammad Luís Madureira

PREFÁCIO DA VERSÃO PORTUGUESA

De um ponto de vista histórico-geográfico, o livro ''Jesus, Um Profeta do Islão", é muito interessante. Em primeiro lugar, a vida de Jesus é analisada no seu contexto temporal e social, o que fornece inúmeros elementos, não só sobre a época em que terá nascido, já que a data exacta é controversa, mas também sobre a sociedade que o acolheu e o espaço em que se movimentou. Ao analisar a maneira como

os ensinamentos de Jesus foram difundidos e desvirtuados, o autor

dá-nos variadas informações sobre os primeiros povos que aderiram ao Cristianismo e a maneira como esta Doutrina se difundiu através da Grécia e de Roma e, mais tarde, pela Europa e pelo Norte de África. Após a implantação da Igreja Romana, quando o autor descreve a luta dos Unitaristas contra o dogma da Santíssima Trindade, uma vez mais são relatados acontecimentos históricos que se verificaram ao longo de séculos de domínio do Cristianismo, quer na Europa Ocidental, quer no Médio Oriente. Quem imaginaria que homens como o filósofo John Locke, Isaac Newton ou Priestley, o cientista que descobriu o oxigénio, tivessem sido duramente perseguidos por defenderem o Unitarismo?

PREFÁCIO DA VERSÃO INGLESA

Um eminente estudioso da história Cristã admite que o Cristianismo actual é uma "máscara" imposta à face de Jesus, mas continua a sus­ tentar que uma máscara usada durante muito tempo adquire vida própria e deve, portanto, ser aceite como tal. Os Muçulmanos acredi­ tam no Jesus histórico mas recusam aceitar a "máscara", e este é, de uma forma sucinta, o ponto fundamental da divergência entre o Islão e a Igreja nos últimos 14 séculos. Mesmo antes do advento do Islão, os Arianos, os Paulicianos e os Godos, para mencionar apenas alguns, aceitavam Jesus mas rejeitavam também a "máscara". Os Imperadores Romanos tentaram forçar as convicções dos Cristãos e para alcançar este impossível objectivo, mataram milhões de Cristãos. Mas a fé não pode ser violentada por um punhal - Castillo, um admirador de Servitus, disse que <anatar um homem não prova uma Doutrina».

Foi sugerido por alguns quadrantes que, a fim de alcançarem plena integração na Inglaterra, os Muçulmanos deveriam fazer coincidir as suas Festas com o Natal e a Páscoa. Os que tal sugerem, esquecem que o Natal e a Páscoa são festivais pagãos pré-Cristãos, constituindo o

primeiro, a celebração do aniversário do deus-sol, e o segundo, um

encorajamento. São também devidos agradecimentos a Shaykh Mah­ moud Subhi da Jamiat Dawa Islamia de Tripoli, por ter tornado possível a minha ida para Londres a fim de estudar o assunto em profundidade.
Em Londres, encontrei Shaykh 'Abd al-Qadir as-Sufi que me aju­ dou a cada passo, tendo viabilizado a colaboração do Sr. Ahmad Thomson comigo. Auxiliou-me a coligir material e sem a sua inter­
venção, o trabalho teria sido dolorosamente vagaroso. Haii 'Abd al­
Haqq Bewley esteve sempre presente com sugesões e conselhos úteis.
A simpatia e calorosa amizade que recebi do Dr. Ali Aneizi não podem ser descritos, mas apenas profundamente reconhecidos. Por últi­ mo, nas palavras do Alcorão,

Nada me é possível senão com a ajuda de Allah

Muhammad 'Ata ur-Rahim

Londres, 7 Jamada al'Awal, 1397 (Hégira).
INTRODUÇÃO
O autor deste livro, Muhammad 'Ata ur-Rahim, sentiu de forma muito viva que, se os povos dos países Cristãos tivessem algum conhe­ cimento da fé Islâmica em conjunto com uma visão realista de Jesus - Profeta, a paz esteja com ele - muitos desentendimentos e situações desagradáveis poderiam ser evitados. Intelectual brilhante e cosmopoli­ ta, o autor não está limitado por fronteiras nacionais no que respeita à felicidade e bem-estar das pessoas. A ignorância cultural recíproca, se­ gundo pensava, constitui a principal causa de sofrimento e desenten­ dimento.
Assim, embora este livro seja destinado em primeiro lugar, ao mundo Ocidental, ele também serve todos os que buscam esclarecimen­ to no que respeita a um conjunto de ideias controversas sobre o nasci­ mento de Jesus, a sua missão e morte. Muhammad 'Ata ur-Rahim enfrentou o cerne da questão como um verdadeiro historiador, con­ cluindo que grande parte da confusão se deve a dois dogmas que care­ cem de explicação racional - a suposta Divindade de Jesus e a Trindade.
tudo isso mas nem sempre conseguem torná-lo evidente para os outros. O autor, nutrindo uma profunda simpatia por todos os homens, mas so­ bretudo pelos menos favorecidos, tinha consciência desta falha em ter­ mos de comunicação. Estava igualmente consciente de todo um con­ junto de tradições regionais que se desenvolveram no Islão, tradições que podem não apenas confundir os que olham para nós com receio, mas também os Muçulmanos de diferentes nações.
Apenas a compreensão e a simpatia podem promover a verdadeira amizade e colaboração entre os diferentes povos, e o receio do des­ conhecido constitui o maior obstáculo à concretização desses objecti­ vos. Perante a perda de valores morais no Ocidente, alguns Muçul­ manos crêem que bastaria introduzir o Islão nesse vácuo espiritual, mas essa opinião não corresponde à verdadeira natureza da questão. A educação generalizada dos povos Ocidentais necessária ao crescimento da sua tecnologia e indústria, mostrou-lhes com toda a clareza que a Religião, tal como eles a conhecem, se baseia em dogmas inaceitáveis. Por consequência, é ilusório supor que a "elite" intelectual do Ocidente seja a primeira a desfazer-se da liberdade ganha na sua recente inde­ pendência em relação ao poder monopolista da Igreja Cristã, cujos clérigos se opuseram durante séculos ao desenvolvimento do saber.
Para essas pessoas, a Religião, qualquer que seja a sua denominação, é

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